Os consumidores domésticos e as pequenas empresas têm a partir de hoje a possibilidade de escolher o seu fornecedor de electricidade, mas apenas cerca de um milhão o poderão fazer pois só a EDP se apresentou no mercado livre.A última fase da abertura do mercado de electricidade em Portugal arranca assim sem a possibilidade de mais de 4 milhões dos 5,8 milhões de clientes elegíveis poderem exercer o seu direito.
A Sodesa, a Unión Fenosa, a Enel Viesgo e a Iberdrola decidiram esperar para ver como evolui o mercado e não estão para já interessadas em apresentar-se como fornecedoras de electricidade para os clientes domésticos e pequenas empresas.
A existência de um regime tarifário que torna os preços de mercado pouco competitivos, os elevados custos de produção de energia e as assimetrias de regulação entre Portugal e Espanha explicam porque é que nenhum dos restantes comercializadores a operar em Portugal avançou com ofertas para este segmento de mercado.
Além dos cerca de 1 milhão de clientes abrangidos pela oferta do tarifário edp5D, os restantes consumidores vão ter de esperar por melhores oportunidades.
Também a EDP afirma que só quando se alterarem significativamente as condições de mercado poderá apresentar novos tarifários e abranger outros clientes de potência contratada inferior a 9,6 kilo volts ampere (kVA).
A actualização das tarifas para 2007, que serão anunciadas pela ERSE em Outubro, e o fim da limitação desse aumento à taxa de inflação serão dois factores decisivos para atractividade deste segmento de mercado no futuro.